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O Cortiço, de Aluísio Azevedo: quem pagou a fortuna de João Romão não aparece em papel nenhum | Temporada 8 · Mapa Mental em 17 min

O Cortiço, de Aluísio Azevedo: quem pagou a fortuna de João Romão não aparece em papel nenhum | Temporada 8 · Mapa Mental em 17 min

RESUMOCAST VENTURES... · 17:17 · 7 788 écoutes

De l'album ResumoCast | Livros para Empreendedores

Description

O Cortiço, de Aluísio Azevedo, é o romance naturalista de 1890 em que um dono de venda no Botafogo vira comerciante rico e futuro visconde. Este episódio é o resumo do livro, com as passagens do texto original citadas uma a uma.O livro abre com um homem que economiza até no selo. Ele escreve à mão uma carta de alforria falsa para a mulher que mora com ele e cola em cima "uma estampilha já servida", aproveitada de outro papel. Vinte anos depois, quando a fortuna está pronta e o casamento com a filha do vizinho está armado, ele não demite essa mulher e não indeniza: devolve. O nome dela é Bertoleza, e foi a poupança dela que virou o terreno.O que o episódio abre: o capital de partida que a história oficial de João Romão reconhece, "um conto e quinhentos em dinheiro"; o inventário de privações que valida a versão do homem que se fez sozinho, dormir no balcão da venda, "servia de pedreiro, amassava e carregava barro, quebrava pedra", "sem domingo nem dia santo"; a quitandeira que pagava vinte mil réis por mês ao próprio dono e já tinha quase o valor da alforria; o caderninho de capa de papel pardo com o título recortado em letras de jornal, Ativo e passivo de Bertoleza; as pedras furtadas de noite pelos dois juntos, medidos pelo narrador como "uma junta de bois"; o vizinho Miranda, que pegou a mulher em adultério e ficou casado porque a firma dele estava garantida por "uns oitenta contos" de dote; a frase em que "o destino de Bertoleza fazia-se cada vez mais estreito e mais sombrio"; a única vez em que ela reivindica a sociedade em voz alta; a instrução de Botelho sobre como fazer a entrega; e o último parágrafo, com a comissão de abolicionistas subindo a escada.O pico do livro numa linha: como nunca houve contrato, nunca houve rescisão, e a conta que ninguém abriu é a conta que ninguém precisa fechar.Este episódio não trata O Cortiço como a tese de que o meio determina o homem. Essa leitura existe e é a mais repetida, e ela passa por cima do que o livro mostra com número e documento: uma sociedade real, com capital,

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